Decidi voltar a postar em um blog motivada pela grande virada que houve na minha vida.
Derrepente todas as coisas começaram a se encaixar, parece que estou em uma maré de sorte desde o fim do ano.
Com essa grande mudança, acho que passa a valer apena registrar meu crescimento (espero que essa seja a minha direção) de agora em diante.
Esse blog não é necessariamente voltado para um público, ele nasce pra satisfazer a minha necessidade de pseudo-dividir com alguém impressões e experiências que eu julgo serem importantes. (Pseudo porque não sou boa em marketing, não sei se esse blog vai receber alguma visita).
A grande mudança a qual me referi linhas acima foi o meu tão esperado ingresso na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , que se deu graças a um conturbado processo de seleção via ENEM e alguns meses de angústia.
O resultado positivo (ver o meu nome na lista de classificados) veio depois de um percurso com muitos obstáculos e muitas decepções.
Bem, quando passamos no vestibular acreditamos ser esse o fim de todas as nossas agonias, é sem dúvida um peso que sai de nossos ombros, todavia não se iludam, a próxima parte do caminho é ainda mais tortuosa que a anterior, e isso eu digo vislumbrando apenas o seu início. Sou universitária a aproximadamente dois meses e meio, e nesses ínfimos dois meses e meio eu bebi mais café e li mais textos do que em toda a minha vida, e eu sempre gostei muito de ler.
Meus horizontes se expandiram vertiginosamente, novas experiências e oportunidades se apresentam a cada folheto pregado no mural de avisos, desde vocalistas a procura de banda até o convite pra uma chopada, passando pela formação de grupos de estudos sobre teorias marxistas, e por um curso de extensão de braille.
Houve no meu caso um choque de realidade também. Meu universo se colidiu com diversos outros, agora convivo todos os dias com pessoas de realidades absolutamente variadas, é impressionante ver como coisas que estão a um abismo de distância pra mim são absolutamente corriqueiras pra alguns de meus colegas e a recíproca é verdadeira.
Por esse motivo houve um estranhamento natural, eu que já não sou muito sociável, me senti absolutamente isolada. Até que num determinado momento, num desses folhetos espetaculares o PET- conexões de saberes entrou na minha vida. Foi como me sentir em casa, eles são um pouco da minha realidade dentro da universidade, é aquela sensação de encontrar com um brasileiro numa viagem ao interior do Japão. Apartir deles me senti mais segura para interagir com o ambiente universitário, e agora tudo é mágico pra mim. Apesar de dormir apenas quatro horas por dia e tomar café como um sedento no deserto eu nunca estive tão feliz!