Livros sempre me encantaram, e me encantam até hoje.
Começei com os de fantasia, na época do ensino médio. Eles povoavam minha mente de personagens incríveis aos quais eu dava a personificação que quisesse. Por isso sempre preferi os livros aos filmes, além de me envolver muito mais nas histórias eu tinha a liberdade de criar um universo imaginário da forma que melhor me aprouvesse.
Hoje, depois de algum tempo de leituras rotineiras acredito que boa parte do meu interesse pela escola, e a vontade que desenvolvi por continuar a estudar passaram por aí. Não sei em que nível, mas acredito que de alguma forma isso fez grande diferença pra mim.
Quando entrei na Universidade muitas coisas mudaram, a leitura que antes era um prazer das horas vagas e dos domingos sonolentos passou a ser obrigatória. Um exercício intenso a ser praticado todos os dias. Há uma grande diferença entre leitura despretensiosa de obras literárias e a leitura criteriosa (e com obrigação de absorver o máximo possível) dos grandes pensadores, sociólogos, historiadores e afins.
É comum a crença de que tudo que nos é obrigado traz o desprazer, mas apesar de repetir em todos os lugares o quão cansada eu fico por ter de ler tanto, ou o quão sem tempo estou por ter dez textos pra ler (dez ainda é exagero, mas estou a caminho desse número), a leitura ainda me encanta. A diferença é que agora, as personagens são reais, as histórias são de verdade e eu não preciso conter meu entusiasmo ao falar sobre qualquer um desses livros sob a pena de escutar : ´´Thayara, menos por favor, é só fantasia, nada disso é real!!!``.
Os mocinhos são reais agora, mas não tão mocinhos quanto agente gostaria.

Eu quis mostrar um pouco de como é o meu envolvimento com os livros e o que eles representam pra mim antes de chegar ao ponto principal: a minha recente visita a Biblioteca Nacional.
Foi mágico, Pode parecer demais, mas acredito que os ávidos leitores vão me compreender.
Já havia entrado na BN uma vez de forma independente e apressada e não a contemplei com devida calma. Dessa vez foi diferente, fomos guiadas pela simpatissíssima Regina Santiago - Pesquisadora da Base de Dados, que nos falou sobre a arquitetura e de como o prédio foi pensado para ser de fato uma biblioteca e não uma adaptação como normalmente acontece. Nos falou das origens do acervo e dos cuidados necessários para que as obras sejam mantidas em bom estado de conservação.
Mais tarde ela nos apresentou a responsável pelo acervo iconográfico, uma daquelas pessoas que agente admira a primeira vista.
Agente consegue enxergar a paixão nas pessoas que trabalham ali, pelo menos naquelas a quem eu fui apresentada.
Fiquei a pensar em uma coisa que a Regina falou, sobre como os funcionários se sente guardiões daquelas obras, isso soa tão lúdico, gardiões de um saber histórico capaz de mudar a percepção que temos do mundo apartir de releituras e estudos quase infinitos que aquela quantidade de obras nos permitiria realizar.
Eu fiquei bem impressionada, imagino que seja mesmo verdade que cada um que frequenta a BN acaba por tornar-se meio embaixador do lugar. Não há como não o ser
De minha parte, vou começar indicando o site, caso quem acabou de ler queira ao menos um gostinho do que é a BN. Mas saiba que não se compara a estar lá ao vivo!
SITE DA BIBLIOTECA NACIONAL